
Um dos pontos altos da Bienal de Buenos Aires, sem dúvida, foi a palestra do arquiteto espanhol Alberto Campo Baeza. É muito bom poder ver pessoalmente um arquiteto cujos projetos sempre admirei, e constatar que a sua presença e força do seu discurso correspondem à genialidade de sua obra.
Entre alguns projetos já conhecidos, chama a atenção o Museu da Memória da Andaluzia, projeto em construção na cidade de Granada, Espanha.
O projeto está ao lado do edifício de escritórios Caja Granada, um de seus maiores projetos (e na minha opinião um dos mais belos), concluído em 2001. O projeto para o Museu dialoga de maneira brilhante com a volumetria da Caja Granada, com a delicadeza e a firmeza de um arquiteto que domina a linguagem arquitetônica de maneira discreta mas (e até mesmo por isso) extremamente contundente.
Em suas próprias palavras, sua arquitetura não procura ser minimalista, ou racionalista. Procura sim, ser lógica, sensível e sóbria. E, para mim e todos os que estavam em Buenos Aires quinta-feira passada, também muito tocante.
Mais sobre o seu trabalho no site: www.campobaeza.com
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