
Como muitos arquitetos que conheço, sou fã de fotografia desde a primeira semana da FAU, quando na programação da semana dos “bixos” me inscrevi na oficina de fotogramas, e desde então admiro aqueles que conseguem construir imagens com o olhar.
Esse mês, começa em São Paulo a exposição Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo, no Sesc Pinheiros em São Paulo, ao mesmo tempo em que é lançado o livro homônimo, fruto de uma parceria das Edições SescSp com a editora Cosac Naify.
É uma bela oportunidade para conhecer melhor a obra desse fotógrafo francês, nas 133 obras selecionadas para a exposição, organizadas segundo instruções do próprio Cartier-Bresson.
Considerado pela maioria dos críticos como o maior fotógrafo do século 20, Cartier-Bresson inaugurou a figura do fotógrafo como produtor de uma notícia visual, não apenas acompanhante do jornalista. Mas sua obra vai além disso. Suas imagens aliam o caráter documental a um cuidado estético que começou a ganhar relevância com os surrealistas. O fotógrafo provou que o cotidiano também podia ser belo, bastava que se aprendesse a admirá-lo.
Gosto especialmente dessa foto, imaginando o fotógrafo ali, a espreita do alinhamento perfeito dos personagens, premeditando a composição sutil dos elementos que ele não pode controlar, retirando da realidade banal uma obra de arte.
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